Uma Vida como Exemplo de Fé e Determinação!!!
Visão Geral
Autores: Jeremias e Baruque, seu aluno e/ou escriba.
Propósito: Lembrar aos exilados os motivos de suas provações e garantir-lhes que, ao se arrepender, o povo de Deus voltaria para a Terra Prometida com grandes bênçãos.
Data: 580-539 a.C.
Verdades Fundamentais:
- O exílio na Babilônia foi merecido, pois, o povo de Judá (Capital), (Reino do Sul) e Jerusalém, persistiu no pecado;
- O Templo em Jerusalém não protegeria os habitantes de Judá do Julgamento de Deus contra eles por sua hipocrisia;
- O povo devia recusar os falsos profetas que proclamavam paz e segurança e aceitar a mensagem dos verdadeiros profetas;
- A decisão Divina de mandar o seu povo para o exílio seria seguida de Restauração maravilhosa sob uma Nova Aliança;
Autor:
Jeremias profetizou durante o reinado dos últimos monarcas de Judá: Josias (640-609 a.C.), Jeoacaz (609 a.C.), Jeoaquim (609-598 a.C.), Joaquim (598-597 a.C.) e Zedequias (597-586 a.C.). Israel, o Reino do Norte (Capital Samaria), já havia sido exilado em 722 a.C. pela Assíria que, em 612 a.C., foi conquistada pela Babilônia.
Judá, o Reino do Sul, caiu quando a maior parte do seu povo foi exilada na Babilônia em decorrência de deportações (expulsar (alguém) de uma sociedade; condenar a deserto, expatriar, exilar.) iniciadas em 605 a.C. e 2 invasões (597 e 586 a.C.), comandadas pelo rei Nabucodonosor.
Jeremias anunciou ao povo que essas decisões Divinas estavam para acontecer e viu o cumprimento delas.
Sacerdote originário da cidade sacerdotal de Anatote no território de Benjamim, ele teve uma vida solitária devido a sua mensagem impopular (JER. 15.17) e foi proibido por Deus de se casar como um sinal da cessação iminente da vida normal por causa do exílio (JER. 16.2).
O profeta teve sua vida ameaçada em várias ocasiões (11.18-23), pois, a mensagem recebida de Deus o levou a opor-se às autoridades da Terra Prometida e a praticamente todas as classes de Judá (26.8). Jeremias também foi procurado por alguns, especialmente pelo rei Zedequias, em razão do seu comentário sobre o provável resultado da investida violenta final dos exércitos babilônicos (37.3, 17).
Era uma época de grande instabilidade política em que o Egito e a Babilônia estavam disputando o domínio sobre aquela região. Jeremias profetizou repetidamente a vitória da Babilônia, proclamando que o Senhor usaria Nabucodonosor como instrumento do seu castigo. Quando Jerusalém caiu, o comandante babilônico (Capitão Nebuzaradã) foi incumbido por Nabucodonosor de cuidar do profeta cuja fama havia se espalhado até o centro do Império (39.11-14).
Jeremias permaneceu na Terra Prometida até que o Governador Gedalias foi assassinado. Ignorando as advertências do profeta (42.1ss.) e temendo uma represália, muitos judaítas fugiram para o Egito e obrigaram o profeta a acompanhá-los (43.1ss). Enquanto estava no Egito, Jeremias pregou a Palavra de Deus aos refugiados de Judá. Na época, o profeta estava com pelo menos 70 anos de idade e é bem provável que tenha morrido no Egito pouco tempo depois.
Data e Ocasião:
O livro foi escrito no contexto do longo conflito em Judá entre o culto idólatra a deuses estrangeiros e a adoração verdadeira e exclusiva ao Senhor, a fé legítima que Josias tentou restaurar em sua reforma (cf. 2RS cap. 22 e 23). Essa reforma de Josias teve início em 628 a.C. e ganhou novo ímpeto com a descoberta do Livro da Lei em 621 a.C. (2RS 22.8)
Jeremias recebeu o seu chamado em 626 a.C. Assim, o início do seu ministério coincide com a Reforma promovida pelo rei. No entanto, como as profecias dão testemunho, a reforma não exerceu um impacto duradouro sobre a vida do povo. Jeremias advertiu que a desobediência repetida de Judá acabaria levando o seu povo ao exílio, mas também ofereceu a esperança da volta à Terra Prometida no devido tempo. É provável que a edição final do livro tenha sido, durante o exílio, uma vez que e ele é o fato histórico mais recente de seus registros.
Fonte: Bíblia de Estudo de Genebra - pág. 959 e 960
